Riscos psicossociais · NR-1

Ana Carolina Gomes Souza

Psicóloga · CRP-ES 16/10052

A NR-1 passou a exigir que a empresa identifique e gerencie os riscos psicossociais do trabalho. Isso não se resolve com uma palestra.

Se resolve com levantamento estruturado, análise técnica e um plano de ação que a empresa consiga, de fato, executar — e, para quem quiser seguir, com programas que sustentem esse cuidado ao longo do tempo.

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O que mudou

A atualização da NR-1 pela Portaria MTE nº 1.419/2024 incluiu os fatores de risco psicossociais entre os riscos ocupacionais que precisam ser identificados, avaliados e controlados no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A norma está vigente desde maio de 2025, e a fiscalização com possibilidade de multa passou a valer em 26 de maio de 2026.

Na prática, isso quer dizer que carga de trabalho, jornada, relações hierárquicas, assédio, falta de autonomia e outros fatores da organização do trabalho deixaram de ser assunto apenas de clima interno. Passaram a ser risco ocupacional, com obrigação de registro e de medidas de controle.

O que eu entrego

Levantamento

Aplicação de instrumentos validados — HSE-IT, COPSOQ III, JCQ ou PROART, conforme o caso — com respostas tratadas de forma anônima, somada à leitura do contexto real da empresa: setores, funções, jornada e organização do trabalho.

Relatório técnico

Documento assinado por psicóloga, com os fatores de risco identificados, onde eles se concentram e com que intensidade aparecem — em linguagem que o RH e a direção conseguem usar para decidir.

Plano de ação

Recomendações priorizadas, com responsáveis e prazos sugeridos, no formato que a empresa precisa para alimentar o próprio PGR e demonstrar o gerenciamento exigido pela norma.

E depois: programas continuados

Para as empresas que quiserem seguir, ações de promoção da saúde mental ao longo do ano, acompanhamento das medidas e reavaliação — desenhadas a partir do que o diagnóstico encontrou. Etapa contratada à parte.

O que o levantamento identifica

Fator de risco psicossocial não é um conceito vago. São condições concretas da organização do trabalho, que os instrumentos medem uma a uma:

Carga e ritmo

  • Volume de trabalho acima do que cabe na jornada
  • Prazos e metas inalcançáveis
  • Jornada, turnos e horas extras
  • Trabalho que invade o descanso e a vida pessoal

Controle e autonomia

  • Margem para decidir como fazer o próprio trabalho
  • Uso e desenvolvimento de habilidades
  • Previsibilidade e clareza do que se espera
  • Participação nas mudanças que afetam a área

Relações e gestão

  • Apoio da chefia e dos colegas
  • Estilo de gestão e uso da hierarquia
  • Assédio moral, sexual e discriminação
  • Conflitos não resolvidos entre áreas

Reconhecimento e segurança

  • Reconhecimento pelo trabalho feito
  • Sentido e propósito da função
  • Insegurança quanto à permanência no emprego
  • Justiça percebida nas decisões da empresa

Reconheceu a sua empresa em algum desses pontos? Vamos conversar pelo WhatsApp.

Para quem é

  • Empresas que precisam atender à NR-1 e ainda não avaliaram os fatores psicossociais.
  • RHs que já percebem sinais no dia a dia — afastamentos, rotatividade, conflitos recorrentes — e precisam de dado, não de impressão.
  • Empresas que já fizeram ações de saúde mental e querem sair da ação pontual para um gerenciamento com registro e continuidade.

Sobre o alcance deste serviço

O levantamento psicossocial e o plano de ação são insumos técnicos que a empresa incorpora ao seu Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A elaboração e a assinatura do PGR e dos demais documentos do GRO seguem sendo responsabilidade da empresa e dos profissionais legalmente habilitados para isso. Este trabalho também não substitui atendimento clínico individual: quando o levantamento indica necessidade de cuidado, a orientação é de encaminhamento — nem constitui aconselhamento jurídico sobre conformidade trabalhista.

Ana Carolina Gomes Souza, psicóloga, sentada à mesa do consultório.

Quem conduz o trabalho

Sou Ana Carolina Gomes Souza, psicóloga (CRP-ES 16/10052), com formação em Saúde Mental Corporativa e em Riscos Psicossociais. Atendo em clínica e atuo também em serviço público especializado em reabilitação, acompanhando pessoas em processo de retorno e readaptação ao trabalho.

Boa parte do que a NR-1 chama de fator de risco psicossocial chega ao consultório muito antes de chegar ao RH. Ver esse percurso de perto muda a leitura de um levantamento organizacional: mostra o que os números querem dizer.

Conhecer a formação e a trajetória

Conversar sobre a sua empresa

Cada proposta é montada depois de entender o tamanho da equipe, os setores envolvidos e o que já existe de gerenciamento de riscos na empresa. A conversa inicial não tem custo.

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