Um diagnóstico serve para a empresa saber onde o risco está — e o que fazer a respeito.
O trabalho vai do levantamento com os trabalhadores até um plano de ação que cabe na realidade da empresa. Sem isso, o que sobra é um documento na gaveta.
O que está incluído
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Reunião de escopo com a empresa
Antes de qualquer aplicação, é preciso entender o terreno: quantas pessoas, quais setores, que funções existem, como é a jornada, o que já foi feito de gerenciamento de riscos e o que a direção já suspeita. Essa conversa define o desenho do levantamento.
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Levantamento com os trabalhadores
Aplicação de instrumentos validados de avaliação de fatores psicossociais — HSE-IT, COPSOQ III, JCQ ou PROART, definido na reunião de escopo —, com respostas tratadas de forma anônima e apresentadas sempre de forma agregada: por setor ou por grupo de função, nunca por pessoa. O anonimato não é cortesia: é o que faz a resposta ser verdadeira.
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Análise técnica
Os resultados são lidos à luz do contexto da empresa. O mesmo número significa coisas diferentes em um setor com alta rotatividade e em um setor estável — e é a leitura, não a planilha, que orienta a decisão.
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Relatório técnico
Documento escrito e assinado por psicóloga, contendo os fatores de risco identificados, onde se concentram, com que intensidade aparecem e o que os sustenta. Escrito para ser lido por RH e direção, não apenas por outro psicólogo.
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Plano de ação
Recomendações organizadas por prioridade, com sugestão de responsável e de prazo, e separadas entre o que depende de decisão da direção, o que depende do RH e o que depende da gestão direta de cada área. É este material que a empresa incorpora ao seu PGR.
Junto com o relatório técnico, é entregue em até 30 dias após o encerramento da aplicação.
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Devolutiva
Encontro de apresentação dos resultados à direção e ao RH, para que o relatório seja compreendido e o plano de ação comece com clareza sobre o que cada um vai fazer.
O que fica fora
- Elaboração e assinatura do PGR. O levantamento psicossocial é um dos insumos do PGR. O documento em si é responsabilidade da empresa e dos profissionais legalmente habilitados para elaborá-lo.
- Atendimento clínico dos trabalhadores. Quando o levantamento indica necessidade de cuidado individual, o caminho é o encaminhamento — não o atendimento dentro do mesmo contrato, por conflito de papéis.
- Avaliação individual de desempenho ou de aptidão. O diagnóstico olha para a organização do trabalho, não para a pessoa. Nenhum resultado individual é entregue à empresa.
- Garantia de resultado. O diagnóstico mostra onde estão os riscos e o que a evidência recomenda fazer. O que muda depois disso depende do que a empresa decide executar.
Perguntas frequentes
Os trabalhadores vão responder com sinceridade?
Depende de duas coisas, e as duas são trabalháveis: do anonimato ser real e de a empresa comunicar bem o processo antes de começar. Onde há histórico de retaliação, a adesão cai — e isso, por si só, já é um dado sobre a empresa. É justamente por isso que a comunicação interna é uma etapa do trabalho, e não um detalhe.
E se o resultado apontar problema com um gestor específico?
O relatório trata de setores e de funções, nunca de pessoas nomeadas, e os resultados só aparecem agregados. Quando um grupo é pequeno demais para garantir o anonimato, os dados dele são apresentados junto de outro grupo. O objetivo é corrigir a condição de trabalho, não produzir prova contra alguém.
Quantas pessoas precisam responder?
Não existe número mágico: quanto maior a adesão, mais confiável o resultado por setor. O que importa mais que o total é a distribuição — cem respostas concentradas em um único setor dizem pouco sobre a empresa inteira. O desenho da amostra é definido na reunião de escopo.
Quanto tempo leva?
O relatório e o plano de ação são entregues em até 30 dias após o encerramento da aplicação. Antes disso ficam o escopo, a comunicação interna e a janela em que os trabalhadores respondem — e é essa janela, definida junto com a empresa para não atrapalhar a operação, que varia mais. O cronograma completo sai fechado na proposta.
Isso substitui o PGR?
Não. O levantamento psicossocial é um dos insumos que alimentam o PGR da empresa. O documento em si, e sua assinatura, seguem sendo responsabilidade da empresa e dos profissionais habilitados para elaborá-lo.
Já fizemos pesquisa de clima. Serve?
São coisas diferentes. Pesquisa de clima mede satisfação e percepção sobre a empresa; avaliação de riscos psicossociais mede fatores associados a adoecimento, com instrumento validado e resultado que sustenta um relatório técnico. Uma não substitui a outra — mas o que já existe de clima ajuda a desenhar o levantamento.
Formato e investimento
O levantamento pode ser feito de forma presencial em Guarapari e região, ou online para empresas de todo o Brasil — e, com frequência, nos dois formatos, conforme os setores.
Não trabalho com tabela fechada. O escopo varia muito conforme o tamanho da equipe, o número de setores e o que já existe de gerenciamento de riscos na empresa, e uma proposta montada antes dessa conversa erraria para mais ou para menos. A proposta comercial é enviada por escrito depois da reunião de escopo.
Depois do plano de ação
O diagnóstico mostra onde o risco está. Mas a NR-1 não pede um laudo por ano: pede gerenciamento contínuo — medidas implementadas, acompanhadas e revistas. É por isso que, para as empresas que quiserem seguir, existe uma segunda etapa.
Programas de promoção da saúde mental
Ações continuadas ao longo do ano — encontros psicoeducativos, grupos e formações — desenhadas a partir do que o diagnóstico encontrou naquela empresa. Não é um calendário pronto de palestras: o tema, o público e a frequência saem dos fatores de risco que apareceram, e das áreas onde apareceram.
Acompanhamento das medidas
Revisão periódica do que foi implementado do plano de ação, o que travou e por quê. Plano de ação sem acompanhamento vira documento arquivado — e documento arquivado não protege a empresa nem as pessoas.
Reavaliação
Nova aplicação do instrumento depois de um período combinado, para comparar com a linha de base e verificar se os fatores de risco recuaram. É o que permite à empresa demonstrar gerenciamento, e não apenas diagnóstico.
Esta segunda etapa é contratada à parte e não está incluída no diagnóstico. Só faz sentido conversar sobre ela depois que o diagnóstico existir — antes disso, qualquer programa seria palpite. Empresa nenhuma é obrigada a seguir: muitas fazem o diagnóstico, executam o plano internamente e voltam apenas na reavaliação.
Marcar a reunião de escopo
É uma conversa de cerca de trinta minutos, sem custo e sem compromisso, para entender a empresa e dizer com honestidade se este é o serviço de que ela precisa agora.
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